Fórum Itinerante de Cinema Negro

Artigos

Descolonizando telas: o FESPACO e os primeiros tempos do cinema africano (parte 2)*

05.12.2016 | Janaína Oliveira | Artigos, FESPACO

Os primeiros tempos do cinema africano: a criação dos Festivais de Cinema de Ouagadougou.

A necessidade de descolonização das telas de cinema do continente está na base do movimento que faz surgir os festivais de filmes africanos. Foi pensando nesta dimensão que Tahar Cheriaa criou o primeiro festival de cinema do continente: as Jornadas Cinematográficas de Cartago, em 1966, abrindo assim não só uma janela para exibição de filmes mas criando também um espaço político para debate das estratégias a serem seguidas visando a ampliação da difusão e políticas de incentivo à produção...  leia mais>>

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Descolonizando telas: o FESPACO e os primeiros tempos do cinema africano (parte 1)*

30.11.2016 | Janaína Oliveira | Artigos, FESPACO, Festivais

Introdução

 

“Quando amamos o cinema, vivemos o FESPACO”. Lemos esta frase em uma faixa de rua eternizada em foto de Michel Ayrault. A faixa, afixada em uma rua no centro de Ouagadougou, capital de Burkina Faso, nos fornece uma dica sobre a importância que este Festival possui para o cinema africano: amar o cinema (africano) é viver o Festival Pan-Africano de Cinema Televisão de Ouagadougou. Criado em 1969, o Fespaco é uma parte fundamental na trajetória do cinema africano de tal forma que é possível ter na sua história um fio...  leia mais>>

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FICINE no CINEMAISON - 1a sessão

27.04.2016 | Thiago Florêncio | Artigos

 

No dia 12 de abril ocorreu a primeira das quatro ocupações que  o FICINE realizará ao longo do ano de 2016 no CineMaison, cineclube da cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro. O início desta parceria não poderia ter sido melhor: o público, que compareceu em grande número, teve a chance rara de assistir em primeira mão à exibição em película do filme La noire de... (1966) do diretor senegalês Ousmane Sembène. Este clássico do "pai do cinema africano" foi o primeiro longa a ser realizado em terras da África subsaariana por um diretor africano. Após a...  leia mais>>

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Corpo negro-africano no cinema de Glauber Rocha (parte 2)

18.11.2014 | Thiago Florêncio | Artigos

c.

Há inúmeros elementos presentes no discurso fílmico de Barravento que denotam o olhar crítico do diretor em relação ao caráter alienante do caráter místico do povo negro. O mais explícito encontra-se no letreiro de abertura do filme:

No litoral da Bahia vivem os negros puxadores de ‘xaréu’, cujos antepassados vieram escravos da África. Permanecem até hoje os cultos aos deuses africanos e todo esse povo é dominado por um misticismo trágico e fatalista. Aceitam a miséria, o analfabetismo e a exploração com a passividade característica daqueles que esperam o reino divino. (...)...  leia mais>>

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