Ciné Guimbi: cinema e resistência em Burkina Faso

Não é só no Brasil que espaços dedicados à exibição de filmes são fechados e transformados em igrejas, estacionamentos e shoppings. Em Burkina Faso, assim como em outros países da África, este triste processo também anda amplamente em curso. Burkina Faso, país situado no centro-oeste africano e pouco conhecido dos brasileiros, é uma referência quandoContinuar lendo “Ciné Guimbi: cinema e resistência em Burkina Faso”

7º Festival Lagunimages (2013) – Benim: cinema, culturas urbanas e o Brasil (Parte 2)

Em sua 7ª. edição, o Festival Lagunimages (Festival internacional de filmes, televisão e documentário do Benim) dirigido por Noudeou Noëlie Houngnihin, teve o Brasil como país convidado. Na programação de filmes brasileiros destacaram-se produções que mostram as relações e os encontros entre o Brasil e o continente africano como “Pedra da Memória” (2011) de RenataContinuar lendo “7º Festival Lagunimages (2013) – Benim: cinema, culturas urbanas e o Brasil (Parte 2)”

7º Festival Lagunimages (2013) – Benim: cinema, culturas urbanas e o Brasil (Parte 1)

O Festival Lagunimages – « Festival Internacional de Filmes, Televisão e Documentário do Benim” – foi criado em 2000 pela cineasta belgo-congolesa Monique Mbeka Phoba. Desde sua primeira edição, o festival bianual se afirmou como um evento em que os documentários de realizadores africanos têm destaque especial. Trata-se também do primeiro festival deste gênero criadoContinuar lendo “7º Festival Lagunimages (2013) – Benim: cinema, culturas urbanas e o Brasil (Parte 1)”

Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 2)

Esta é uma tradução livre de Traces of Ecstasy, uma manifesto do fotógrafo Anglo-Yorubá Rotimi Fani-Kayodé, publicado em 1987, quando o autor contava com 32 anos. Você encontra a primeira parte da tradução aqui. Traços de ênfase “Uma consciência histórica têm sido de fundamental importância no desenvolvimento de minha criatividade. A história africana e dosContinuar lendo “Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 2)”

Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 1)

“Homens negros do Terceiro Mundo ainda não revelaram, nem para seu próprio povo, nem para o Ocidente um fato chocante: eles podem desejar um ao outro.” Rotimi Fani-Kayodé. Faz um tempo que eu queria escrever um post sobre o Rotimi Fani-Kayodé, um dos meus fotógrafos prediletos. E num momento em que ser gay tornou-se crimeContinuar lendo “Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 1)”

Um ano sem Zózimo Bulbul

Em 24 de janeiro de 2013, faleceu Zózimo Bulbul, o grande símbolo do Cinema Negro no Brasil. O FICINE tem em Bulbul uma fonte de inspiração. Por este motivo, criamos aqui em nossa página um espaço permanente dedicado à obra de Bulbul. Não só como homenagem ao mestre, mas também como forma de contribuir para o fimContinuar lendo “Um ano sem Zózimo Bulbul”

Cinema Negro e Pesquisa Acadêmica

Quando pensamos em criar o Ficine, uma de nossas preocupações era realizar um levantamento acerca da produção cinematográfica e acadêmica sobre o cinema negro e o negro no cinema brasileiro, pois não havia esse levantamento sistematizado em nenhum local. Percebemos, logo de cara, que desde 2000 vem crescendo o número de pesquisadores – sobretudo noContinuar lendo “Cinema Negro e Pesquisa Acadêmica”

Por um cinema africano no feminino (I): as Jornadas Cinematográficas da Mulher Africana (JCFA)

Este post faz parte de uma série de publicações do FICINE que tem a participação das mulheres nas cinematografias africanas como foco. Começamos por apresentar as JCFA: Journées Cinématographiques de la Femme Africaine de l’Image, que acontecem a cada dois anos em Burkina Faso. —— Em 1991, durante a 12a edição do FESPACO (Festival Panafricano de CinemaContinuar lendo “Por um cinema africano no feminino (I): as Jornadas Cinematográficas da Mulher Africana (JCFA)”

Quênia, São Silvestre, Cinema e muito mais!

Adoro atletismo e sempre fico torcendo pelos corredores quenianos na São Silvestre. Fico lembrando que já tentei a vida no salto em altura e ganhei uma medalha no salto em distância e nos 400m, quando estava na equipe do Omar Sabbag, meu colégio em Curitiba. Todo ano depois da São Silvestre prometo que vou correr aContinuar lendo “Quênia, São Silvestre, Cinema e muito mais!”

Um Perfil de Sarah Maldoror

Você ainda não ouviu falar de Sarah Maldoror (1938)? Pois bem, ela é uma das principais (e primeiras) cineastas de África e tem uma extensa obra ainda pouco conhecida no Brasil. Um dos seus principais filmes, Sambizanga (1972), retrata o papel da mulher durante a guerra civil de Angola onde a cineasta viveu durante anos.Continuar lendo “Um Perfil de Sarah Maldoror”