Cerzideira de memórias: narrativas do dilaceramento em Contos Cruéis de Guerra, de Ibéa Atondi

1. A cena da memória como interpretação de si As mais antigas representações da memória evocam uma capacidade que teria o corpo de guardar – em algum lugar sempre insondável – o acontecimento vivido e acessá-lo quando necessário. Por isto a memória sempre foi alegorizada por objetos que remetiam à noção de profundidade e obscuridade:Continuar lendo “Cerzideira de memórias: narrativas do dilaceramento em Contos Cruéis de Guerra, de Ibéa Atondi”

Forro ou Fugido

“Brinquedo de nego forro fugido é abrir roda para mostrar que tudo é caça e caçador”. A frase define muito bem a complexidade da formação e posição social do negro brasileiro, evidenciado na manifestação cultural Nego Fugido, do distrito de Santo Amaro, região do recôncavo baiano. Essa manifestação é inscrita na imagem fílmica do curta-metragemContinuar lendo “Forro ou Fugido”

Um Continente nas Ruas Estreitas

DIAWARA, Manthia. African Film. New Forms of Aesthetics and Politics. Prest Verlag. Munich – Berlin – London – New York, Haus der Kulteren der Welt. 2010. 319.p. “Era um outro país, cujos gestos excitantesEu conhecia mas não conseguia relacionar com minha mente,Como a amnésia de minha mãe; respostas intraduzíveisAcompanhavam estes espíritos reaisQue tinham me esquecidoContinuar lendo “Um Continente nas Ruas Estreitas”

Entrevista: Manthia Diawara e o cinema africano

Em dezembro de 2012, Manthia Diawara esteve pela primeira vez no Brasil para participar do VI Encontro de Cinema Negro: Brasil, África e Caribe realizado no Rio de Janeiro. Nascido em Bamako, capital do Mali, Diawara é cineasta, crítico cultural e professor de Literatura Comparada na New York University (NYU), onde dirige o Institute ofContinuar lendo “Entrevista: Manthia Diawara e o cinema africano”

O cinema de Moustapha Alassane

Moustapha Alassane nasceu em N’Dougou no Niger no ano de 1942. Sua carreira como cineasta começou em 1962, quando produziu quatro curtas-metragens. Seus primeiros filmes de animação foram “Le Piroguier” e “La Pileuse de mil”, com duração dois minutos cada. Porém, foram as animações “A Morte de Gandji”(1965) e “Bon Voyage, Sim” , realizadas emContinuar lendo “O cinema de Moustapha Alassane”

Bem Vindos!

Chegamos! Depois de alguns meses de gestação, o Fórum Itinerante de Cinema Negro, o FICINE, ganha vida! Inauguramos hoje a nossa página e queremos, desde já, você participando deste processo que é, em sua origem, coletivo. Contamos com sua colaboração, comentando, criticando e, sobretudo, nesse começo, nos ajudando a divulgar nossa proposta! Semanalmente, teremos aquiContinuar lendo “Bem Vindos!”