Ciné Guimbi: cinema e resistência em Burkina Faso

Não é só no Brasil que espaços dedicados à exibição de filmes são fechados e transformados em igrejas, estacionamentos e shoppings. Em Burkina Faso, assim como em outros países da África, este triste processo também anda amplamente em curso. Burkina Faso, país situado no centro-oeste africano e pouco conhecido dos brasileiros, é uma referência quandoContinuar lendo “Ciné Guimbi: cinema e resistência em Burkina Faso”

Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 2)

Esta é uma tradução livre de Traces of Ecstasy, uma manifesto do fotógrafo Anglo-Yorubá Rotimi Fani-Kayodé, publicado em 1987, quando o autor contava com 32 anos. Você encontra a primeira parte da tradução aqui. Traços de ênfase “Uma consciência histórica têm sido de fundamental importância no desenvolvimento de minha criatividade. A história africana e dosContinuar lendo “Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 2)”

Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 1)

“Homens negros do Terceiro Mundo ainda não revelaram, nem para seu próprio povo, nem para o Ocidente um fato chocante: eles podem desejar um ao outro.” Rotimi Fani-Kayodé. Faz um tempo que eu queria escrever um post sobre o Rotimi Fani-Kayodé, um dos meus fotógrafos prediletos. E num momento em que ser gay tornou-se crimeContinuar lendo “Nada a perder ou a fotografia de Rotimi Fani-Kayodé (parte 1)”

Um ano sem Zózimo Bulbul

Em 24 de janeiro de 2013, faleceu Zózimo Bulbul, o grande símbolo do Cinema Negro no Brasil. O FICINE tem em Bulbul uma fonte de inspiração. Por este motivo, criamos aqui em nossa página um espaço permanente dedicado à obra de Bulbul. Não só como homenagem ao mestre, mas também como forma de contribuir para o fimContinuar lendo “Um ano sem Zózimo Bulbul”

Quênia, São Silvestre, Cinema e muito mais!

Adoro atletismo e sempre fico torcendo pelos corredores quenianos na São Silvestre. Fico lembrando que já tentei a vida no salto em altura e ganhei uma medalha no salto em distância e nos 400m, quando estava na equipe do Omar Sabbag, meu colégio em Curitiba. Todo ano depois da São Silvestre prometo que vou correr aContinuar lendo “Quênia, São Silvestre, Cinema e muito mais!”

Um Perfil de Sarah Maldoror

Você ainda não ouviu falar de Sarah Maldoror (1938)? Pois bem, ela é uma das principais (e primeiras) cineastas de África e tem uma extensa obra ainda pouco conhecida no Brasil. Um dos seus principais filmes, Sambizanga (1972), retrata o papel da mulher durante a guerra civil de Angola onde a cineasta viveu durante anos.Continuar lendo “Um Perfil de Sarah Maldoror”

Um Continente nas Ruas Estreitas

DIAWARA, Manthia. African Film. New Forms of Aesthetics and Politics. Prest Verlag. Munich – Berlin – London – New York, Haus der Kulteren der Welt. 2010. 319.p. “Era um outro país, cujos gestos excitantesEu conhecia mas não conseguia relacionar com minha mente,Como a amnésia de minha mãe; respostas intraduzíveisAcompanhavam estes espíritos reaisQue tinham me esquecidoContinuar lendo “Um Continente nas Ruas Estreitas”

O cinema de Moustapha Alassane

Moustapha Alassane nasceu em N’Dougou no Niger no ano de 1942. Sua carreira como cineasta começou em 1962, quando produziu quatro curtas-metragens. Seus primeiros filmes de animação foram “Le Piroguier” e “La Pileuse de mil”, com duração dois minutos cada. Porém, foram as animações “A Morte de Gandji”(1965) e “Bon Voyage, Sim” , realizadas emContinuar lendo “O cinema de Moustapha Alassane”