15 filmes brasileiros para descolonizar seu olhar

20 de Novembro por uma Descolonização do Olhar: 15 filmes do cinema negro brasileiro disponíveis 0800 que você pode exibir em escola/cineclube/praça/sala de casa e debater. Uma lista de curtas e longas feita por nós, com link pra todos (e aí? quantos dessa lista você já viu? quantos mais sugere?):

  1. A Piscina de Caíque, de Raphael Gustavo da Silva (2017) – Tá calor e Caíque quer brincar. E quem aí nunca escorregou pelo chão jogando balde d’água nele? O status cinematográfico da brincadeira, com participação especial de ninguém menos que Antônio Pitanga. https://www.youtube.com/watch?v=K83LMpjPENk

    2. Olhos de Erê, de Luan Manzo (2020) – “Dá um oi pra o meu canal, gente” diz o pequeno Luan enquanto filma o terreiro de candomblé da sua vó. A percepção de uma criança de 6 anos e o modo como seu corpo-erê-câmera se move pelo espaço são a riqueza desse filme. https://www.youtube.com/watch?v=l4W_-h2AiG8

    3. A Câmera de João, de Thiti Cardoso (2020) João olha para o mundo e devolve esse olhar em fotografias na tentativa de enxergar o que o seu avô anteriormente enxergava (essa versão aqui tem audiodescrição!) https://www.youtube.com/watch?v=MhRMEirjhTU

    4. Em Busca de Lélia, de Beatriz Vieirah (2017). Talvez um dos filmes mais importantes da lista em termos de produção de memória. Neste caso, memória de uma das maiores intelectuais brasileiras: Lélia Gonzalez. Biografia afeto recheada de depoimentos importantes. https://embaubaplay.com/catalogo/em-busca-de-lelia/

    5. Noirblue, de Ana Pi (2018): tem que aprender a respirar, e no respiro entender que o futuro, lá e cá do Atlântico, já aconteceu e está entre nós. Os corpos que dançam juntos nunca desaprendem a saber os saberes. anazpi.com/noirblue/

    6. Quintal, de André Novais (2015): quando o cotidiano e o extraordinário funcionam no mesmo plano de imagens de uma família em Contagem, Minas Gerais, a gente se pergunta: do que se alimenta a ficção? https://www.youtube.com/watch?si=590Z9h-1aa8CAPCo&v=p6BwKHlIT3U&feature=youtu.be

    7. A batalha do passinho, de Emílio Domingos (2013): Nesse filme que dança, os discursos e corpos de três amigos costuram o filme nos apresentando a cultura do passinho no Rio de Janeiro https://assista.itauculturalplay.com.br/ItemDetail/62014a1b3d46172001207a76/66477630054dd7352ffa0eca

    8. Cores e Botas, de Juliana Vicente (2010): a música diz que “o sonho sempre vem pra quem sonhar”, mas sobre que tipos de sonhos se erguem o imaginário de uma criança negra no Brasil dos anos 1990? https://www.youtube.com/watch?si=c6XkU3aLWPrbJH3o&v=Ll8EYEygU0o&feature=youtu.be

    9. Travessia, de Safira Moreira (2017): o plano e o contraplano sobre o direito à imagem, o direito ao registro de si mesmo, de nomear esse registro. Um filme de 5 minutos sobre mais de 500 anos de Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=9CePRp0wvCw

    10. Deus, de Vinícius Silva (2017): dentro de um apartamento na Zona Leste da cidade de São Paulo, mãe e filho transformam as ações mais banais em grandes gestos cinematográficos. vimeo.com/214680258

    11. Kbela, de Yasmin Thayná (2015): Um filme que celebra a mulher negra, seus cabelos e o poder coletivo que surge quando elas se fortalecem juntas, num filme ensaio que, na sua forma, é irmão de sangue de Alma no olho, de Zózimo Bulbul. https://www.youtube.com/watch?v=LGNIn5v-3cE

    12. Café com canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (2017): O afeto de Violeta é o motor que ajuda Margarida a reconstruir sua vida após experimentar um longo luto pela morte do seu filho. Cachoeira e São Félix são colocadas no mapa do cinema brasileiro. https://assista.itauculturalplay.com.br/ItemDetail/66a90638072ed97546dd86d2/63b87dc2a2fa055cc23fa44f

    13. Tudo que é apertado rasga, de Fábio Rodrigues (2019): através da remontagem de imagens de arquivo do cinema e da TV no Brasil, o filme escreve um olhar denunciatório sobre a situação da atriz e do ator negro neste país. https://embaubaplay.com/catalogo/tudo-o-que-e-apertado-rasga/

    14. Alma no Olho, de Zózimo Bulbul (1973): O corpo de Zózimo, ao som de John Coltrane, traz o registro do corpo negro desde a abdução em África e escravidão nas Américas, até o prolongamento das mazelas racistas que nos assolam até hoje. https://www.youtube.com/watch?v=IbCa5ufiV3s

    15. República, de Grace Passô (2020) “O teu Brasil acabou e o meu nunca existiu! Nunca existiu!” Possivelmente, o filme que melhor torce o nó simbólico sobre que ideia de “Brasil” – e sobre que corpos – este país se fundou. https://www.youtube.com/watch?v=Cil9R4C-SMw

      Publicado por FICINE

      O FICINE tem por objetivo a construção de uma rede internacional de discussões, projetos e trocas que tenham como ponto de partida e ênfase a reflexão sobre os Cinemas Negros na diáspora e no continente africano.

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