Fórum Itinerante de Cinema Negro

Artigos

Corporeidades, ativismo político e movimentos negros: uma análise do filme “Aniceto do Império, em dia de alforria”, de Zózimo Bulbul (PARTE 2)

08.11.2017 | Fabio Jose  | Artigos

PARTE 1

A política e o exemplo de Aniceto se fazem pela resistência, não somente presente no nome do sindicato, mas pela própria corporeidade na qual aquele senhor, estivador aposentado, sambista e compositor apresenta. Isso significa que o curta-metragem Aniceto do Império consegue articular uma expressividade política do protagonista em que a força corpórea é uma das chaves parainterpretar as possibilidades de várias frentes de luta do protagonista. Nesse sentido, o discurso de Aniceto vai se constituindo não em uma representação ou simbologia, mas em um conhecimento que encontra fundamentos em novas formas de...  leia mais>>

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Tião

01.11.2017 | Thiago Florêncio | Crítica

Clementino Junior, cineasta, professor de audiovisual, idealizador e criador do Cineclube Atlântico Negro é um dos nomes que desponta no cinema negro contemporâneo brasileiro. Sua relação com audiovisual vem de berço: ele é filho da atriz Chica Xavier e do ator Clementino Kelé. Mas foi do outro lado da câmera que se firmou na trajetória cinematográfica e já está em seu décimo-sexto filme dirigido.

Tião (2016), com argumento e roteiro de Jeferson Pedro, narra o retorno de São Sebastião à cidade do Rio de Janeiro, agora num corpo negro, interpretado por Hugo Germano....  leia mais>>

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Corporeidades, ativismo político e movimentos negros: uma análise do filme "Aniceto do Império, em dia de alforria", de Zózimo Bulbul (PARTE 1)

27.09.2017 | Fabio Jose  | Artigos

Michel Hanchard (2001) lembra que a partir da década de 1990, o Movimento Negro teve que repensar as maneiras de fazer política já que nesse momento se evidenciou uma série de interesses diversificados que compôs esse grupamento.  Algumas das diferentes demandas voltaram-se para as questões do feminismo negro, a visibilidade dos membros das religiões de Matrizes africanas e as diferentes formas estéticas em que o negro é representado na cultura brasileira.

Zózimo Bulbul foi um dos artistas negros brasileiros que contribui para pensar essa nova estética do negro por meio da cinematografia. O...  leia mais>>

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10 anos do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, uma edição histórica

30.08.2017 | Janaína Oliveira | Artigos, Festivais

Por Janaína Oliveira, curadora convidada do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul.

Há dois anos atrás, escrevi em um artigo* que o cinema negro no Brasil era um projeto em construção. Um projeto que, articulado às lutas históricas dos movimentos negros, demandava por mudanças na representatividade negra dentro e fora das telas de cinema no país. Naquele momento, após praticamente três décadas de existência, apontei que o cinema negro nacional finalmente ganhava forma e corpo, despontando ali a força de um movimento. Hoje, dois anos depois, este movimento é incontestável. O que faz desta edição...  leia mais>>

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Descolonizando telas: o FESPACO e os primeiros tempos do cinema africano (parte 2)*

05.12.2016 | Janaína Oliveira | Artigos, FESPACO

Os primeiros tempos do cinema africano: a criação dos Festivais de Cinema de Ouagadougou.

A necessidade de descolonização das telas de cinema do continente está na base do movimento que faz surgir os festivais de filmes africanos. Foi pensando nesta dimensão que Tahar Cheriaa criou o primeiro festival de cinema do continente: as Jornadas Cinematográficas de Cartago, em 1966, abrindo assim não só uma janela para exibição de filmes mas criando também um espaço político para debate das estratégias a serem seguidas visando a ampliação da difusão e políticas de incentivo à produção...  leia mais>>

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Descolonizando telas: o FESPACO e os primeiros tempos do cinema africano (parte 1)*

30.11.2016 | Janaína Oliveira | Artigos, FESPACO, Festivais

Introdução

 

“Quando amamos o cinema, vivemos o FESPACO”. Lemos esta frase em uma faixa de rua eternizada em foto de Michel Ayrault. A faixa, afixada em uma rua no centro de Ouagadougou, capital de Burkina Faso, nos fornece uma dica sobre a importância que este Festival possui para o cinema africano: amar o cinema (africano) é viver o Festival Pan-Africano de Cinema Televisão de Ouagadougou. Criado em 1969, o Fespaco é uma parte fundamental na trajetória do cinema africano de tal forma que é possível ter na sua história um fio...  leia mais>>

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Corpo negro-africano no cinema de Glauber Rocha (parte 2)

18.11.2014 | Thiago Florêncio | Artigos

c.

Há inúmeros elementos presentes no discurso fílmico de Barravento que denotam o olhar crítico do diretor em relação ao caráter alienante do caráter místico do povo negro. O mais explícito encontra-se no letreiro de abertura do filme:

No litoral da Bahia vivem os negros puxadores de ‘xaréu’, cujos antepassados vieram escravos da África. Permanecem até hoje os cultos aos deuses africanos e todo esse povo é dominado por um misticismo trágico e fatalista. Aceitam a miséria, o analfabetismo e a exploração com a passividade característica daqueles que esperam o reino divino. (...)...  leia mais>>

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Corpo negro-africano no cinema de Glauber Rocha (parte 1)

10.11.2014 | Thiago Florêncio | Artigos

a.

Este trabalho se propõe ao exercício de compreender o caráter ambivalente da inserção do corpo negro e africano na produção estética de Glauber Rocha, sobretudo em dois de seus filmes que, em períodos e territórios distintos, lidam com a experiência direta de contato da câmera cinematográfica com a presença negro-africana. Os dois filmes em questão, Barravento (1962) e O leão de sete cabeças (1972), marcam dois momentos inaugurais de Glauber: o primeiro por se tratar de seu primeiro longa- metragem; o segundo por se tratar de sua primeira película produzida no...  leia mais>>

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CINEMA NEGRO – sobre uma categoria de análise para a sociologia das relações raciais (parte 2)

21.10.2014 | Maíra Zenun | Artigos



3. A quem interessa um cinema negro?

O cinema é, sem sombra de dúvidas, um tipo de saber social. Ao ser tratado pela sociologia como objeto de estudo, é necessário que antes ele seja localizado, contextualizado e discutido, a partir da sua elaboração. Assim como qualquer outra forma de conhecimento. Inclusive por suas características mais primordiais, o cinema (áudio + visual) revela o quanto sua produção é resultado de múltiplas práticas políticas e culturais. Por ser uma arte-tecnológica, temporal, é necessário que se observe, simultaneamente, técnica/estrutura e agentes envolvidos. Outro fator importante: a narrativa cinematográfica é resultado de...  leia mais>>

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CINEMA NEGRO - Sobre uma categoria de análise para a sociologia das relações raciais (parte 1)

13.10.2014 | Maíra Zenun | Artigos

1. Apresentação

 

« São cada vez mais numerosos os filmes que trazem a sua história (de origem africana) para o ecrã. Todos esses realizadores transcendem a noção de estado-nação e os constrangimentos da etnicidade e das suas particularidades. Criam um espaço de diálogo e de definição de uma identidade negra híbrida.» (DIAKHATÉ, 2011: 122).

Pensando nas formas de resistência que as populações negras, tanto da África quanto dos territórios diaspóricos, têm procurado organizar desde o início do século XX – como os movimentos e conceitos da Harlem Renaissance, da negritude, do pan-africanismo, do...  leia mais>>

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Bem Vindos!

30.11.2013 | Janaína Oliveira | Artigos

Chegamos!

Depois de alguns meses de gestação, o Fórum Itinerante de Cinema Negro, o FICINE, ganha vida!

Inauguramos hoje a nossa página e queremos, desde já, você participando deste processo que é, em sua origem, coletivo. Contamos com sua colaboração, comentando, criticando e, sobretudo, nesse começo, nos ajudando a divulgar nossa proposta!

Semanalmente, teremos aqui na página inicial a publicação de textos (posts) relativos à temática escritos por colaboradores de diversas áreas de formação e atuação. Mas não ficamos por aqui! Dê uma volta pelos ambientes da página e conheça as demais dimensões do FICINE. Conheça o FicinEducação, o...  leia mais>>

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