Fórum Itinerante de Cinema Negro

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Luz, raiva, ação! Kbela

04.12.2017 | Bernardo Oliveira  | Crítica

Ponto de partida: Zózimo Bubul e seu brilhante "Alma no olho" (misteriosamente esquecido nos cursos e circuitos universitários de cinema) realizado com as sobras de película da produção de "Compasso de Espera", filme protagonizado por Bubul e dirigido por Antunes Filho. Ali o corpo é a superfície viva sobre o qual deslinda-se uma trajetória, sobre o qual incidem olhares e valores, chibata e desejo sexual — nota mental: re-assistir "Get Out", reler "Anjo Negro" e Fanon.

 

Ponto de partida: ser negra, a experiência. O cabelo. Os produtos. As sessões de tortura. Os fantasmas....  leia mais>>

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Tião

01.11.2017 | Thiago Florêncio | Crítica

Clementino Junior, cineasta, professor de audiovisual, idealizador e criador do Cineclube Atlântico Negro é um dos nomes que desponta no cinema negro contemporâneo brasileiro. Sua relação com audiovisual vem de berço: ele é filho da atriz Chica Xavier e do ator Clementino Kelé. Mas foi do outro lado da câmera que se firmou na trajetória cinematográfica e já está em seu décimo-sexto filme dirigido.

Tião (2016), com argumento e roteiro de Jeferson Pedro, narra o retorno de São Sebastião à cidade do Rio de Janeiro, agora num corpo negro, interpretado por Hugo Germano....  leia mais>>

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Kemetiyu, Cheik Anta Diop

04.09.2017 | Thiago Florêncio | Crítica

Kemetiyu – Cheik Anta Diop (2016)

   

“Na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima”. A famosa frase do malinês Hampaté-Bâ, ainda que se refira aos saberes orais dos anciãos africanos, pode ser aplicada ao escritor multidimensional Cheik Anta Diop. Formado em áreas tão diversas quanto Física, Filosofia, Química, Linguística, História, Egiptologia, Economia, Sociologia e Antropologia, Diop tornou-se a principal referência dos saberes científicos e históricos afrocêntricos. A julgar por sua extensa e variada formação, a biblioteca que se queimou em sua morte é de proporções intangíveis. Mas de suas cinzas renasceu...  leia mais>>

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Eu preciso dessas palavras escritas

04.09.2017 | Danilo do Carmo  | Crítica

Dedos tentam afagar a luz. Palavras ressoam com gravidade e tornam-se matéria cerzida no tecido. No rosto, sentimos o vento que atravessa o canavial e balança as flanelas dos  barcos presos no cais. Por fim, sufocados, nós sofremos com o cativeiro. A palavra bordada deve ser vista, ouvida e tocada, tudo de uma só vez.  O filme  resgata está capacidade do nossos olhos e ouvidos de tocar o mundo, a sinestesia necessária  para que possamos experimentar a obra do bispo do rosário em toda sua potência.

O Encontro de Cinema Negro Zózimo Bubul, contou...  leia mais>>

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Soleil Ô, ou: viagem ao coração das trevas*

12.12.2016 | Marcelo Ribeiro  | Crítica

Soleil Ô (1967), de Med Hondo, é um filme tão atual quanto algumas das questões que aborda - o racismo, as heranças do colonialismo, a imigração, a diáspora, o exílio, a modernidade, o anonimato da experiência urbana etc. Mas é em sua abordagem dessas questões que o filme encontra sua contundência, que torna possível o transbordamento dos conteúdos históricos e políticos dos temas que representa por meio das formas artísticas e poéticas de seu trabalho de representação.

Med Hondo

Há uma linha narrativa que atravessa o filme, em torno das experiências do protagonista,...  leia mais>>

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